Origami
O Origami (a arte tradicional de dobrar papel) deixou de ser exclusivo dos japoneses para se tornar universal. Cada vez mais, figuras novas são criadas, muitos livros em diferentes línguas, publicados, e pessoas têm divulgado o origami por meio de cursos, encontros e exposições. No Ocidente, principalmente, tem sido utilizado como rico auxiliar educativo e também para fins terapêuticos.
"Fazendo origami, as crianças conhecem a alegria de criar algo, aguçando, sem perceber, sua sensibilidade e inteligência, dando asas ao mundo da imaginação, podendo desenvolver também a habilidade motora. Além disso, como a arte requer uma certa capacidade de concentração, é necessário ter paciência também. Uma vez que não se pode descuidar de uma dobra ou um canto sequer, adquire-se o senso de organização. Um resultado particulamente satisfatório é obtido com crianças irrequietas".
"No mundo da civilização mecânica que enfrentamos os adultos, em geral, vivem se desgastando, sendoinstigados pelas máquinas o dia todo. Assim, não seria nenhum exagero dizer que pelo fato de passar alguns momentos relaxados dobrando origami, eles poderão voltar aos tempos de criança,constituindo uma espécie
de higiene mental e desenvolvendo-lhes o ânimo e a energia fim reguadá-los para amanhã.
O nascimento do Origami
Acredita-se que o origami, a arte de dobrar o papel, nasceu como decorrência naturalda invenção e divulgação do papel. As primeiras dobraduras estavam ligadas às comemorações religiosas na Antiguidade e eram feitas com papéis manufaturados especialmente para uso dos sacerdotes xintoístas. Os papéis quadrados ou retangulares eram cortados em formas de raio e colocados em obetos utilizados durante o Itsukinomiya (Festival da Boa Colheita). Podiam ser chamados de Kirigami-Origami, já que, além da dobradura, se cortava o papel (base do Kirigami). Eram também usados nos rituais de benzimento, na confecção dos bonecos do Hinamatsuri (festival das Meninas), entre outros.
O Origami Recreativo
O chamado "origame recreeativo" inicou-se na Era Heian, mais somente na Era Edo, surgiu o Kirigami-Origami (dobradura com recortes) com desenhos. Naquela época, na cintura dos bonecos de dobraduras eram colocadas faixas de tecido Nishiki (colorido, vistoso e encorpado, usado em enfeites de templos budistas e xintoístas e em trajes de autores do teatro Nô). O rosto era pintado com Gofun (pó branco feito de conchas queimadas) e traçados os olhos, nariz e boca.
A base do atual origami (em que não são utilizados recortes) desenvolveu-se a partir da Era Muromachi. Até o final da Era Edo, haviam sido criados aproximadamente 70 tipos de origami (também chamado de origaka, Orisue, Tatami-gami, entre outros). Entre as formas estavam a cegonha, o sapo, navio, o cesto, o balão, p lírio, o homem etc. Na Era Meiji tornou-se comum fazer caixinhas forradas com Chiyogami (papéiscoloridos com estampa de flores ou outros motivos a fim de serem utilizados para guardar pequenos objetos de uso feminino.
Nessa época, o origami recreativo desenvolveu-se até o ponto dos chamados origami no estilo Nishikie (xilografia de Ukiyou em várias cores), com estampas dispostas de maneiraque, só pelo fato de mudar o modo de abrir ou dobrae o papel, eles se transformavam em outra figura.
Origami Educativo
Foi exatamente durante a Era Meiji que o origami foi reconhecido como recurso didático para a educação artística. Em 1876 foi introduzido no jardim de infância e nos primeiros anos do curso primário.No início da Era Taisho começaram a ser vendidos papéis coloridos e quadrado de 15cm, contribuindo ainda mais para a difusão do origami recreativo e educativo.
Com a chegada da Era Showa, surgiu um movimento qustionando a educação unificada e padronizada fato que envolve também o origami. Com o passar dos anos, começou a ser utilizado como atividade auxiliar do ensino básico da geometria e tem sido valorizado como uma atividade criativa livre a partir de regras básicas de se dobrar o papel.
Origami Criativo
A Partir da década de 80, surgiu uma nova geração de artistas, entre eles Akira Yoshizawa, uma das maiores autoridades internacionais nessa modalidade. Kosei Uchiyama e Kunihiko Kasaharatambém são outros renomados autores.
Via da regra, não se utiliza a tesoura (há casos em que é utilizada como um recurso) e, aproveitando apenas o colorido do próprio papel, é criada uma belaza plástica presente nas faces e nos traços dobrados do papel. A maioria das obras é tridimensional. A escolha do papel é livre e variada, dependendo do tema, e expressa o objeto de modo real, simbólico ou abstrato.
As criações de autores de outros países também ganharam fama. No Brasil, destaque para Paulo Imamura, autor de cerca de 120 criações, principalmente de peças decorativas, cujos trabalhos já foram publicados em livros nacionais e estrangeiros.
Professores
Aiko Umetsu
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Alice Haga
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