Animês, os desenhos animados japoneses
Foram os desenhos animados, os animês, que abriram espaço para o conhecimento dos mangás, cujas séries penetraram primeiramente pela Tv e mais tarde pelo cinema. Foi também a época em que as editoras japonesas e os estúdios de cinema e de animação começam a fazer contratos em grande escala com vários países ocidentais.
O Primeiro Animê produzido no Japão remonta o ano de 1917 (Bunpuku-Chagama) e o primeiro longa-metragem, de 1943, Momotarou no Umiwashi de Mitsuyo Seo.
Por mutio tempo, porém, as produções norte-americanas, principalmente os desenhos de Walt Disney, ofuscaram a produção local. Somente após a Segunda Guerra é que surge a companhia Toei Doga, que formou boa parte dos animadores japoneses. Osamu Tezuka foi um deles. Tezuka, porém, fundou o próprio estúdio, o Mushi Produções, e inicia-se, assim, a primeira apresentação de animês regulares para Tv com Tetsuwan Atomu (Astro Boy), em 1963. Ao longo dos anos 60, ele realizou uma série de curtas-metragens e uma grande produção para a televisão. Sua produtora fez, em seguida, mais 78 episódios em cores, mas sua obra-prima foi o longa Phoenix 2772 (1980), que, apesar de não alcançar tanto sucesso de bilheteria, obteve reconhecimento internacional. A sua morte o impediu de terminar uma série sobre o Antigo Testamento, supervisionada pelo Vaticano, mas teve tempo de criar personagens e o roteiro.
Outro grande marco foi Akira, de Katsuhiro Otomo, que teve tanto sucesso no cinema como nos mangás. A grande figura venerada no Japão é hayao Miyazaki, autor de La Puta, Nausicaa, Tonari no Totoro, Majo no Takkyuubin, Mimi wo sumaeba, Kurenai no Buta, Mononoke Hime, Sen to Chihiro no Kami Kakushi (A Viagem de Chihiro), que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim e o Oscar de Melhor Desenho Animado, em 2003, entre outros, que prima pela temática e pela qualidade de produção.
A partir de 1994, quando a indústria cinematográfica japonesa destinou uma verba consideravel (cerca de 5 milhões de dolares) para os desenhos animados, como Heisei Tanuki Gassem Pompoko, os animês se multiplicaram em quantidade e qualidade.
E assim se inicia uma nova era de difusão de outros bens culturais: o da moderna cultura pop japonesa.